[domingo, junho 26, 2005]


As rosas e os barões alaranjados
Que da ocidental praia lusitana
Por truques nunca antes experimentados
Vão roubando Portugal à fartazana
Em contos do vigário especializados
Mais do que permite a ideia humana
E entre gente crédula edificaram
Mentiras que a tantos enganaram

E também as memórias gloriosas
De Abril se foram esfumando
Por entre habilidades viciosas
Os mais nobres valores foram devastando
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei rosa/laranja libertando
Desmascarando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar engenho e arte

Cessem do sábio Grego e do Troiano
As navegações grandes que fizeram
Cale-se de Alexandre e de Trajano
A fama das victórias pela estranja
Que eu canto a pouca sorte do lusitano
Quando em sorte lhe saiu rosa/laranja
Cesse tudo o que a Mussa antígua canta
Que outra história mais alto se alevanta


Invocação às Ninfas Rosa/Laranja


E vós tias betinhas, pois criado
Tendes em Sócrates ou Santana amante ardente
E se em versos do Zé Cabra celebrados
Se vão estes alternando alegremente
Dai-lhes agora um tom alto e sublimado
Um estilo grandíloquo e corrente
Saído das vossas fuças betumadas como se diz
Que fazem inveja às tias de Paris

Dai-lhe uma fúria grande e sonorosa
E não de agreste avena ou de trombone
Mas de tuba canora e belicosa
Assim bem ao geitinho das Bobone
Prestai igual canto aos feitos da pandilha
Gente deles, a quem o capital tanto ajuda
Que se espalhe e se cante sempre mais
Na linha de Algés até Cascais.



Dedicatória ao "Rei" D. Bush

E vós ó senhores da segurança
País da estátua da Liberdade
E não menos certíssima semelhança
Com os donos da Roma da antiguidade
Vós, ó novo temor da Maura lança
Bestialidade fatal da nossa idade
Dado ao mundo pelo demo, que todo o mande
Para do mundo ao dianho dar parte grande

Vós, velho e mau ramo bolorento
De uma árvore do Inferno mais amada
Que nenhuma nascida no Ocidente
Nacional Socialista então chamada
Vede-o no vosso rosto de sangue sedento
Que nos mostra a sangria que haveis começado
Pelo poderio atróz das vossas armas, deixado
Pelos quatro cantos do mundo massacrado

Vós, poderoso "rei", cujo alto império
O sol logo em nascendo, vê primeiro
Vê-o também no meio do hemisfério
E quando desce o deixa derradeiro
Vós, que esperamos jugo e vitupério
Sobre o nobre ismaelita cavaleiro
E que toda a riqueza que o Oriente encerra
Seja enfim pilhada das entranhas da terra

E passeais assim vaidoso a majestade
Com que o mundo com espanto vos encara
E ninguém ouse entravar vossa vontade
Porque é de aço a vossa espada e nunca pára
Assassina em nome da liberdade
Ó demo: chega de tanta sofreguidão avara
Mas a justiça é certo um dia se fará
E de ti, ó carniceiro, então nada sobrará.


A Armada Laranja/Rosa em Alto Mar

Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos da alternância respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado dos votantes são cortadas


Concílio dos Deuses do Capital

Quando os Deuses do Capital luminoso,
Onde o governo está da humana gente,
Se ajuntam em concílio glorioso
Sobre as cousas futuras lá p'rá frente.
Pisando a alcatifa luxuosa
Vêm pela Via-Láctea juntamente,
Convocados da parte do Cavaco
E pelo avô Mário velho macaco

Desçem dos impérios do Cifrão,
Que o Poder mais alto já daí advém,
Alto Poder, que só com o dedo de uma mão
Governam o Céu, a Terra, e o Mar também.


Belmiro Júpiter de Azevedo

Estava o pai Belmiro ali sublime e digno,
Que vibra os feros raios dos senhores,
Num assento de estrelas cristalino,
Com gesto alto, severo e soberano.
Do rosto respirava um ar divino,
Que divinos tornara os seus seguidores;
Com uma coroa e ceptro rutilante,

De outra pedra mais clara que diamante.

Em luzentos assentos, marchetados
De ouro e de pérolas, mais abaixo estavam
Os outros Deuses todos assentados,
Com a sua razão e ordem concertavam;
Precedem os antiguos mais honrados;
Mais abaixo os menores se assentavam;
Quando Belmiro Júpiter de Azevedo, alto, assim dizendo,
C'um tom de voz começa, grave e horrendo:

Fala de Belmiro Júpiter de Azevedo

"Eternos moradores do reluzente
Estelífero pólo, e claro assento,
Se quereis pôr mão em toda a gente,
do Luso não perdeis o pensamento,
Deveis ter sabido claramente,
Como é de Carvalho da Silva certo intento,
Que por ele se esquecem de um vêz
Que a nós deve obediência ao fim do mês.

Castelhanos e outros donos de Multinacionais

Já lhes foi ( bem o vistes) concedido
Doado a exlorar este quintal pequeno,
Tomar a nós pobres patrões o apetecido
Explorar deste canteiro, que rega o Tejo ameno:
Pois contra o Castelhano tão temido,
Sempre alcançámos favor do Céu sereno.
Assim que sempre, enfim, com fama e glória,
Tivemos os troféus pendentes da vitória.

Autor: Zecatelhado - em: wwwlimite,blogspot.com.pt
continua...( até ao canto X, juro por S. Jorge! )



por Zecatelhado * 15:55


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Comments:
Pois arrefinfa-lhes na rosa e na laranja
Da seita malfazeja, abutres mil,
Para quem lixar a malta é bela canja
E ao calendário hão-de tirar o mês de Abril
Se não houver quem lhes descubra a careca
E com golpe agudo e certo na corneta
Os escafeda p'ròs confins do planeta!

Um grande abraço!
 
Espectacular!:)))) beijos
 
EXCELENTE, caro Zeca! Acho que faltam palavras :) Cá estarei para ler até ao Canto X! E espero que surtam o mesmo efeito! Ehehehehehhe

Boa semana! Um beijinho grande. Malae***************
 
Meu amigo, passei por aqui para te dizer que senti a tua falta no almoço "bloguista" do Porto.
Espero encontrar-te no próximo.
 
Não jures! a gente acredita, mas que tens que dar ao dedo, ai isso tens!
mas, tambem para que servem as Bic?
 
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